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Blog voltado para arquivar os meus estudos, textos autorais, textos de outras páginas, textos editados, fotos, enfim tudo relacionado à dança

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Anne Teresa De Keersmaeker



Para os mais distraídos, Anne Teresa de Keersmaeker é apenas a coreógrafa que Beyoncé plagiou num dos dos seus últimos videoclipes. Mas ela é muito mais do que isto. Estamos perante uma dos nomes incontornáveis na dança contemporânea.




Anne Teresa de Keersmaeker apresentou a sua primeira criação aos 20 anos, depois de ter estudado na Mudra, a escola do coreógrafo Maurice Béjart, em Bruxelas, e de ter passado uma temporada na Tisch School, em Nova Iorque. 'Fase, four movements to the music of Steve Reich' (1982), o espetáculo que abre esta Bienal, no próximo dia 3 de fevereiro, é uma das suas primeiras peças. Voltaria, mais vezes, a usar a música de Steve Reich, que é, assumidamente, uma das suas principais influências.


O sucesso desta peça permitiu-lhe criar a sua própria companhia, Rosas, em 1983. A peça seguinte, 'Rosas danst Rosas', colocou imediatamente a pequena companhia no centro da criação contemporânea. Esta é talvez a sua coreografia mais conhecida e aquela que resume bem a estética de Anne Teresa - minimalista e repetitiva e, no entanto, apesar da estrutura rigorosa das peças, muito emocional. "Acima de tudo, no seu trabalho, a forma gera um significado", escreveu Anna Kisselgoff, crítica do The New York Times. É por isso que, mais do que minimalista, o seu trabalho é muitas vezes definido como expressionista.


Ao longo dos anos anos 80, o grupo apresentou-se preferencialmente no Kaaitheater de Bruxelas, até que em 1992 foi convidada a ser a companhia residente do teatro de ópera de Bruxelas, La Monnaie. Keersmaeker aceitou o desafio colocando-se a si mesma três objetivos: intensificar a relação entre a dança e a música, construir um repertório e criar uma escola de dança.


E conseguiu-o. Bartók, Mozart, Bach, Schöneberg, Wagner, etc. tornaram-se nomes comuns na companhia. Em 1995, abriu o P.A.R.T.S. - Performing Arts Research & Training Studios, que recebe alunos de todo o mundo. Por esta altura, o seu nome era já uma referência no mundo da dança, e não só na Europa.


Em Novembro de 1998, Anne Teresa de Keermaeker criou 'The Lisbon Piece' para a Companhia Nacional de Bailado - esta foi, até agora, a sua única experiência como coreógrafa convidada de uma companhia. Voltou mais vezes a Portugal. Por exemplo, em 2004 com 'Bitches Brew/ Tacoma Narroes' e 'Once' e em 2007, para apresentar 'D'un soir un jour'. O 'Bal Modern' já se dançou por cá várias vezes.


Mas não trabalhar com outras companhias não significa que tenha ficado "fechada" na sua companhia. A Rosas está constantemente a colaborar com artistas de outras áreas - gente como Frank Vercruyssen (do teatro Stan), a bailarina Elizabeth Corbett, o grupo de jazz Aka Mon, o coreógrafo Jérôme Bel são alguns dos nomes associados às suas peças.


Depois de se apresentar várias vezes nos Estados Unidos, em 2011 a coreógrafa recebeu o American Dance Festival Award, pelo conjunto da sua carreira, um prémio de 50 mil dólares (quase 40 mil euros). "Ao longo dos seus 30 anos de carreira, ela desenvolveu um vocabulário único de movimentos, em coreografias que exploram a intersecção entre forma, estrutura e emoção", afirmou o júri do prémio.


Aos 52 anos, Anne Teresa de Keersmaker atingiu o topo da sua carreira. "Não acho que tenha sacrificado nada. Vivi a vida que quis viver. Mas é um desafio para uma mulher combinar a carreira como coreógrafa, bailarina e diretora de uma escola com a tarefa de criar os filhos", disse numa entrevista ao The Guardian, em Outubro do ano passado. Nessa entrevista explicou também porque os artistas que mais admira não são bailarinos nem coreógrafos, são o dramaturgo William Shakespeare e o compositor JS Bach: "São únicos pela forma como são capazes de, apesar de ancorados na experiência humana, falar de algo que está para além da nossa humanidade."

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Novidades

Então queridos futuros leitores, estou voltando a escrever agora e a movimentar o blog. Os assuntos serão mensais, por exemplo Janeiro é o mês dos cursos de férias, fevereiro vou ter postagens voltadas para o afro, maio para o sapateado, setembro para o balé clássico...Vou fazer um calendário com todas as datas importantes para serem lembradas. Nessa nova etapa quero atrair leitores de todas as vertentes desse universo do movimento. Domingo será o dia dos grandes nomes da dança! Estou animada para esse retorno!! :D

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Petrushka


Petroushka


Tamara Karsavina (a bailarina) Vaslav Nijinsky (Petrouchka), Alexandre Orlov (o mouro), Enrico Cecchetti (o mágico).

Junho/2014
Breve resumo
Petrushka é um conto popular que conta a história de um fantoche tradicional russo, que é feito da palha e com um saco de serragem com o corpo que acaba por tomar vida e ter a capacidade amar, uma história que se assemelha superficialmente àquela de Pinocchio. Esta boneca refere-se à ilustração de uma paixão que o faz impossível para ele viver uma vida humana. Seus movimentos, às vezes espasmódicos e desajeitados, ilustra a dor das emoções humanas presos em um tecido do corpo. Os três personagens principais são o eterno Trio Comédia como na Commedia dell'Arte (Pierrot, Colombina e Arlequim) ou o drama burguês (marido, esposa e amante).
Ballet de repertório com coreografia de Michel Fokine e música composta pelo russo Igor Stravinsky. Petrouchka é a primeira grande obra composta por Igor Stravinsky fora da Rússia, em 1910 e 1911. É um Ballet ilustrado em quatro atos, que foi criado no Châtelet em Paris por Diaghilev Ballets Russes, com Nijinsky no papel de Petrouchka.

Compositor Igor Stravinsky e Vaslav Nijinsky dançarino.



·         Cena 1: A feira do Mardi Gras
·         Introdução (Na feira Mardi Gras)
·         O Mago
·         Dança russa
·         Cena 2: Chez Petrouchka
·         Cena 3: No Moor
·         No Moor
·         Dança da bailarina
·         Valsa da bailarina e o mouro
·         Cena 4: A feira do Mardi Gras (à noite)
·         Babás Dança
·         O Camponês e seu urso dançarino
·         Comerciante e dois ciganos
·         Personalidades de dança e seus seguidores
·         Artistas Teatro
·         Combate entre o mouro e Petrouchka
·         Morte de Petrouchka
·         Visão do fantasma de Petrouchka

Enredo
Cena 1: A feira. Ciganas, dançarinas, artistas de todos os tipos e clientes estão na praça. Um artista vestido como mágico chama a atenção dos transeuntes e mostra para o público três bonecos: uma bela boneca Bailarina, o insignificante e triste Petrushka e o incrível, mas estúpido Mouro. Com um toque de sua varinha, ele faz os três ganharem vida. Eles dançam e correm atrás um do outro pela praça.
Cena 2: As paredes são muito escuras , decoradas com algumas estrelas, uma lua crescente, e um retrato do velho carrancudo mago. A cela de Petrushka dentro da tenda. O boneco amaldiçoa seu destino, seu amor sem esperança pela Bailarina, sua obediência ao mágico, seu sofrimento por estar aprisionado em um corpo de boneco. A bailarina o visita e Petrushka tenta revelar o seu amor, mas foi imediatamente rejeitado por ela, que descreve tudo isso como patético. Sua inquietação a amedronta e ela vai embora.
Cena 3: A cela do Mouro. O mouro vive em um quarto alegre, decorada por todos os lados. Ele brinca com um coco, pensando apenas em suas necessidades materiais. A Balarina o visita e usa seu charme para ganhar seu interesse. Cena de amor entre o mouro e a Bailarina. Finalmente ela consegue, mas Petrushka entra na cela sem ser chamado e o Mouro o ataca, colocando-o para fora à força.
Cena 4: Durante a celebração do Mardi Gras, onde uma série de cenas de ir e vir rapidamente. Vem um camponês e seu urso de dança, seguido de um comerciante, Bêbados e várias personalidades. A feira está em seu ápice. De repente a multidão percebe o tumulto por trás das cortinas da tenda do mágico. Petrushka sai, perseguido pelo Mouro e pela Bailarina. Cortado pela cimitarra do Mouro, Petrushka morre no meio do show. O mouro torna-se a metáfora da indiferença para com os sentimentos humanos. A multidão, horrorizada pela tragédia, chama o mágico, que pega o corpo de Petrushka e revela ser um boneco de pano e serragem. A multidão, acalmada, vai embora e o mágico volta para casa, arrastando o boneco junto consigo. Subitamente, ouve um lamento. Acima da tenda aparece o fantasma de Petrushka, desafiando-o pela primeira e última vez. Apavorado, o mágico foge enquanto a figura de Petrushka cai inanimada uma no topo da tenda.

Curiosidades:
- Petrushka é o diminutivo russo de Peter.
-A cena se passa na década de 1830 em São Petersburgo, durante “la semaine grasse” (semana de festas populares semelhante ao nosso carnaval).
-Os três personagens principais são o eterno Trio Comédia como na Commedia dell'Arte (Pierrot, Colombina e Arlequim) ou o drama burguês (marido, esposa e amante).
- A primeira apresentação do ballet teve lugar em Paris, no Théâtre du Châtelet, 13 de junho de 1911. A crítica foi severa para a obra do compositor, descrito como música frágil e ridícula. 


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Steven & Nina Harper


Jirí Kylián



Jirí Kylián (Praga, 1947) iniciou sua formação em dança quando tinha nove anos de idade na escola de balé do Teatro Nacional de Praga. A partir de quinze anos ele estudou no Conservatório de Praga.

Em 1967 Kylián foi para o Royal Ballet School em Londres com uma bolsa do Conselho Britânico. Aqui, ele entrou em contato com os desenvolvimentos mais importantes na coreografia - ballet, assim como a dança contemporânea. Consequentemente, John Cranko , um coreógrafo importante deste período e diretor doBallet de Estugarda , ofereceu-lhe contrato de um bailarino e encorajou a ambição Kylián para criar suas obras de dança próprios.

Em 1973 - na sequência de uma primeira coreografia para o Nederlands Dans Theater - uma relação artística entre Kylián ea empresa bem conhecida holandesa começou, o que provocou a criação de quase 50 produções de dança para este grupo. De1975 em Kylián é responsável pela política artístico do NDT.

Desde os meios dos anos 80 o ponto vista artístico Kylián e estilo mudaram consideravelmente para imagens de abstração e surrealista - exemplos começam com o seu "Programa de preto e branco", com obras como jogo No More, Petite Mort, Sarabande, Anjos de queda, Sweet Dreams, paradeiro desconhecido - ou a sua produção de dança refletindo sobre um conto de fadas japonês intitulado Kaguyahime.

Tendo criado um estilo único e muito pessoal no decorrer dos anos - coreografias Kylian desafiam elementos de categorização acadêmicos de mistura de várias fontes. Há sempre novas inspirações para serem explorados, novos desafios e limites a serem superados. Profundamente baseado na leitura musical - há algo em sua obra profundamente penetrante no mistério do ser humano em si, revelando traços ocultos através de sua dança.

Por 20 anos, a visão artística Kylián tem misturado com a imagem do Nederlands Dans Theater em uma simbiose única. Hoje, o mundialmente famoso "grupo principal" (NDT 1) é complementada por uma empresa jovem e experimental de 17 - 22 dançarinos anos (NDT 2) e um grupo de dançarinos maduros / artistas após a idade de 40 (NDT 3) - cada qual tem seu próprio repertório reflectindo as qualidades específicas de um determinado tempo de vida. Juntos, eles constituem a organização chamada Nederlands Dans Theater : "Três dimensões da vida de uma bailarina" - como Jiri Kylian gosta de se referir a eles.

Em abril de 1995 NDT comemorou seu aniversário de 35 e 20 anos de Kylián de direção artística com a grande produção teatral"Arcimboldo" em que NDT-1, NDT-2 e NDT-3 participou. Em 13 de abril Jirí Kylián foi homenageado com o holandês "Orde van Oranje Nassau" pela Rainha Beatrix dos Países Baixos para a sua obra completa coreográfica e sua contribuição à dança holandesa.

Petite Mort - Jiri Kylian


La Fille Mal Gardée

É um ballet em dois atos e três senas com coreografia de Jean Dauberval. La fille mal gardée ou a filha mal guardada foi o primeiro ballet de repertorio baseado em uma história que já existe, do período pré- romântico, onde os personagens eram reais. A produção de Lev Ivanov foi a primeira a utilizar galinhas vivas no palco.


A história


Em uma fazenda, vivia Lise e sua mãe. Lise era apaixonada pelo seu vizinho camponês Colas, mas sua mãe queria que seu futuro fosse prospero, por isso arranjou um casamento com Alain, um bobão filho de Thomas que era dono de uma vinha.
Colas estava sempre atrás de sua amada, porém era sempre expulso por pontapés de sua futura sogra.


Thomas e seu filho Alain planejam uma visita para oficializar o casamento,  o filho tenta se exibir fazendo gracinhas com seu guarda-chuva e durante a festa quando ele vai dançar com sua futura esposa Colas dança ao mesmo tempo com Lise sem que o bobo perceba, e quando a megera da Simone, mãe de Lise dança o seu sapateado, eles fogem para a floresta sem atrair atenções.


Chegando em casa, Simone, depois de secar suas roupas e as da filha, resolve descansar um pouco, mas antes cuida de trancar a porta para Lise não sair e Colas não entrar. Ela adormece em cima da porta. Mais tarde, o barulho dos camponeses trazendo a colheita para secar, acorda Simone, que sai para pagar e dar vinho aos trabalhadores, tendo o cuidado de deixar Lise em casa com a porta trancada. Acontece que com os camponeses, também Colas veio até a casa de Simone e conseguiu entrar escondido. Lise, pensando estar sozinha, sonha em voz alta com o futuro dos dois, seu casamento, seus filhos e se assusta quando Colas aparece dizendo que concorda com tudo e adora aquele sonho. Eles estão trocando os lenços que usam no pescoço quando ouvem os passos da viúva Simone voltando para dentro de casa. Colas tenta se esconder no armário, embaixo da mesa e finalmente Lise o esconde no seu quarto. Sempre desconfiada, Simone nota que a filha está usando um lenço diferente e como castigo, tranca a moça dentro do quarto, ordenando-lhe que se arrume, pois seu noivo está para chegar.
Logo em seguida, chegam Thomas e Alain, acompanhados por um juiz e padre da cidade para assinar o contrato de casamento. Quando toda a papelada está pronta, Simone dá a Alain a chave do quarto de Lise para que ele vá buscá-la para a cerimônia. No momento em que o rapaz abre a porta, quase morre de susto ao encontrar Lise e Colas, um nos braços do outro, num grande abraço. Furioso, Thomas rasga o contrato de casamento e sai arrastando Alain consigo. Simone jura nunca mais perdoar a filha quando vê perdida a fortuna do fazendeiro, mas os amigos de Lise e Colas a consolam até que por fim, ela se acalma, ouve os pedidos dos dois namorados que juram seu amor e acaba abençoando o casamento.
Todos cantam e dançam de felicidade nos jardins da fazenda e no final da festa, Alain ainda aparece na casa de Lise para reclamar seu guarda-chuva deixado lá na pressa da saída, já esquecido da tristeza de perder a noiva.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

sexta-feira, 11 de março de 2011

Cinderela






O Teatro Bolshoi cogitou, em 1870, que Tchaikovsky compusesse a música para um novo ballet com o tema de Cinderela, mas o projeto terminou por não ser realizado e em 1940 Sergei Prokofiev foi contratado para que compusesse a música para o ballet, porém para o Kirov. Prokofiev começou o trabalho imediatamente, mas só o concluiu em 1945, pois com a Segunda Guerra Mundial, ele interrompeu a tarefa com Cinderela para compor a ópera Guerra e Paz, voltando a trabalhar no balletapenas em 1944.
    Prokofiev foi escolhido pelo sucesso que Romeu e Julieta, também composição sua para um ballet do Kirov, vinha desfrutando e o diretor daquele teatro desejava fortalecer as relações entre o Kirov e Prokofiev, solicitando, então que o compositor trabalhasse em algo para o teatro. Depois de uma reunião entre Prokofiev, o diretor do Teatro Kirov e a bailarina Galina Ulanova, Cinderela foi o tema escolhido para o novo ballet.
    Para a composição, Prokofiev seguiu o libreto Nikolai Volkov, baseado na versão de Perrault do conto e na música de Tchaikovsky, para quem ele dedicou o trabalho. Durante a época da guerra a música de Cinderela foi orquestrada para suítes, onde teve a oportunidade de ser rearranjada.
    Apesar de originalmente ter sido composto para o Kirov, oballet terminou por estrear no Teatro Bolshoi em 21 de Novembro de 1945, com coreografia de Rostislav Zakharov, pois Ulanova foi trabalhar para a companhia de ballet desse teatro. Em sua estréia, que teve tanto Ulanova como Olga Lepenshiskaya no papel-título, o ballet foi visto como um trabalho esplêndido, propulsor doballet e digno dos grandes clássicos russos.


Curiosidades:
Cinderela teve outras versões antes da versão de Prokofiev, uma das quais com coreografia de Marius PetipaEnrico Cecchetti e Lev Ivanov, onde Pierina Legnani executou os 32 fouettés pela primeira vez na Rússia.
A versão de Frederick Ashton foi a primeira do ocidente a usar a música inteira que Prokofiev compôs.Libreto: Nikolai Volkov
Música: Sergei Sergeevich
Coreografia: Rostislav Zakharov

Ato I: Cinderela está na cozinha esfregando o chão e sonhando com sua mãe. Suas meio-irmãs entram e dizem que ela faça o café da manhã. Uma velha aparece na janela pedindo comida e quando ela vai dar, sua madrasta a impede, mas Cinderela dá sua própria comida à mulher e fica sem comer nada, voltando logo a seus sonhos. Logo, Cinderela ouve gritos de excitamento: são suas meio-irmãs que receberam uma carta do palácio e ordenam que Cinderela o leia. A carta é, na verdade, um convite para o baile real do príncipe. A madrasta e as irmãs vão até a cidade providenciar roupas e acessórios para o baile e Cinderela fica com os ratos, sendo consolada por eles, que fazem um vestido para ela. A mulher que havia pedido comida aparece e se transforma em uma fada e transforma as vestes de Cinderela em um lindo vestido, uma abóbora em uma carruagem e os ratos em cavalos. A fada diz a Cinderela que ela pode ir ao baile, mas que deve voltar antes da meia-noite e lhe dá um par de sapatos feitos de cristal.
Ato II: No baile, A madrasta e as irmãs de Cinderela chegam atrasadas e tentam chamar a atenção do príncipe, mas nesse momento chega Cinderela e o príncipe fica encantado por sua beleza. Os dois dançam e Cinderela se distrai, se esquecendo de que deve voltar à meia-noite. O relógio começa a badalar e Cinderela sai apressadamente antes que suas roupas voltem a ser farrapos, em sua pressa, ela deixa cair um dos sapatos dos pés, que é encontrado pelo príncipe na escadaria. No dia seguinte, o príncipe ordena uma busca por todo o reino, ele vai de casa em casa para que as moças do reino experimentem o sapato. Quando chega na casa de Cinderela as irmãs vão logo experimentar o sapato enquanto Cinderela está trancada pela madrasta para que não possa experimentar o sapato. Como o sapato não coube em nenhuma de suas filhas, a madrasta também o prova, forçando seu pé para que ele entre no sapato. Como ela consegue, o príncipe se dispõe as casara com ela, mas Cinderela, avisada pelos ratos, começa a gritar. O príncipe, sabendo que ainda há uma moça na casa, libera Cinderela, que prova o sapato, o qual se encaixa perfeitamente. O príncipe leva Cinderela para seu castelo, onde um maravilhoso casamento é celebrado.Biliografia:
BalletMetClassical MusicUniversity of Rochester LibraryWikipedia

Stravinsky - PETROUCHKA


Petrouchka Ballet em 1 ato e 4 cenas.
Coreografia: Michel Fokine.
Música: Igor Stravinsky.
História: Igor Stravinsky e Alexander Benois.

1ª apresentação: (Ballet Russo de Diaghilev) Teatro Châtelet, Paris - França –em 13 de junho de 1911.
Principais papéis: Vaslav Nijinsky (no papel de Petrouchka), Tâmara Karsawina (no papel da bailarina), Alexandre Orlov (no papel do Mouro) e Enrico Cecetti (no papel do Mágico).
Todos os anos, na cidade de São Petersburgo, era organizada uma festa onde todos os seus moradores iam se divertir com os dançarinos, acrobatas, mágicos, bichos amestrados e vendedores ambulantes. Havia chegado o grande dia e de repente, no meio da multidão, ouviu-se um toque de tambor avisando que um show ia começar. Foi montado um pequeno teatro e um estranho apresentador, vestido como se fosse um mágico ou um bruxo, chama as pessoas para assistirem a um espetáculo de fantoches. Seus bonecos eram tão perfeitos que podiam ser confundidos com gente de verdade e encantavam os espectadores que se admiravam com os três principais: um formoso Mouro, uma linda bailarina e Petrouchka, um tipo triste e mal-vestido. O mágico inicia a ação, tocando três notas muito agudas numa flauta e, imediatamente, os bonecos começam a dançar como se tivessem ganhado vida com a presença da música. Todo mundo aplaudiu o belo espetáculo, fascinados com a beleza do Mouro, o Petrouchka sem graça e a Bailarina por quem os dois estão apaixonados. Parecia claro que o Mouro era o preferido, mas era Petrouchka quem mais a amava e que parecia mais humano ao mostrar seus sentimentos. Vendo que seu rival estava ganhando o amor da boneca, Petrouchka começa com ele uma briga, que atrapalha o show, obrigando o mágico a separá-los e prendê-lo em sua caixa. Ali dentro, parado, ele começa a pensar que, depois de ter ganhado vida pela magia do seu dono, podia sentir, sofrer, ser feliz de verdade e não ser somente um pedaço de madeira. Percebeu, então, que ninguém lhe dava atenção: o mágico, só queria os lucros do seu trabalho, o Mouro era vaidoso e o desprezava e, mesmo a Bailarina, não se importava com mais nada a não ser a sua própria beleza. Com isso, Petrouchka fica muito triste, sentindo-se feio e desajeitado. Estava deitado, pensando, quando a tampa da caixa se abre e a Bailarina aparece, deixando-o tonto e feliz a ponto de declarar o seu amor. Ele dança para ela, faz acrobacias, movimentos engraçados, mas ela nem liga e vai embora apenas rindo dele, deixando-o mais triste e zangado do que antes.
Enquanto isso, na caixa ao lado luxuosamente decorada, o Mouro está deitado sobre almofadas, brincando com um coco, tentando parti-lo. A Bailarina olha-o pela porta e, sentindo-se bem-vinda, entra, dança para ele e chama-o para dançar com ela.
Do lado de fora, Petrouchka escuta a alegria dos dois e, sem saber o que fazer, cheio de ciúmes, entra na caixa do Mouro e os vê dançando muito juntos, muito felizes. Furioso, se atira sobre o Mouro, lutando ferozmente com ele, e a Bailarina, sem dar a menor atenção a nenhum dos dois, foge para longe dali. Sentindo a força de Petrouchka e vendo-se mais fraco, o Mouro apanha sua espada e com ela empurra o inimigo para a frente do teatro, até jogá-lo na rua.
A feira ainda estava movimentada, quando a multidão escuta um estranho barulho vindo do teatro do mágico; correm todos para lá e ainda conseguem, apavorados, ver a briga dos bonecos e o Mouro matar Petrouchka com um golpe de espada. Todos se reúnem em volta do seu corpo sem vila, que é agora, apenas um monte de madeira quebrada. O barulho da feira se transformou num grande silêncio e alguém chama o apresentador para que ele veja o resultado de sua mágica, culpando-o pela tragédia. Ele se defende dizendo que são apenas bonecos de madeira, sem vida, mas os assistentes ficam confusos, olhando para o chão, tristes pelo destino do pobre Petrouchka quebrado, que não era de carne e osso como parecia ser. Aos poucos as pessoas vão se afastando e o Mágico, sozinho, sem nenhuma pena ou carinho pelo seu boneco, começa a recolher o que havia sobrado dele para jogar fora.
De repente, porém, parou assustado ao ouvir um grito e, quando olhou para cima viu em cima do telhado do teatro, iluminado por uma luz clara e fria, o fantasma de Petrouchka apontando para ele, culpando-o pelo que aconteceu. A vida que recebeu do Mágico havia sido destruída, mas seu espírito estava vivo e o perseguiria para sempre.
HISTÓRIA
1º Quadro: A Feira de Diversões
A Multidão - A Prestidigitação - Dança Russa
Rússia - Inverno de 1830. Uma velha praça de São Petersburgo se abre para o festim: muitas bandeiras, muitas barracas. Apesar do frio,todas as pessoas deixam suas casas: homens do campo e da cidade.É tempo de Carnaval... uma infinidade de gente bem vestidase mistura na praça coberta de neve. E ali, na feira, se vende de tudo:pão, chá, brinquedos, máscaras e... alegria. De repente, ouve-se um realejogemendo tímido na distância... A multidão abre espaço para o realejo chegar. ((O tocador toca uma antiga cantiga de roda.)) Uma garota estende um tapete vermelho sobre a neve branca, repica o triângulo e começa a dançar. Outros artistas saltimbancos ganham a praça: o público se divide. O primeiro casal encara os recém-chegados, ninguém há de ficar de braços cruzados: os saltimbancos declaram a maratona musical. As garotas, cada uma mais bela que a outra, cada uma imitando os movimentos da outra. As pessoas ficam encantadas, olhando uma, depois a outra, como um verdadeiro jogo de espelhos. A praça está atulhada de gente, que se move em um círculo lento, que se cumprimenta, que tagarela coisas da vida e coisas do dia de folia. ((No vai e vem, sorriso e diversão.)) No meio da bagunça geral, quase ninguém vê, bem no centro do praça, dois homens com imensos tambores saindo da grande barraca azul. Anunciam a próxima atração, O TEATRO VIVO. A multidão pára e olha: entre as cortinas, um rosto barbudo e pálido, com chapéu pontiagudo. A platéia o reconhece... é o mago-charlatão do espetáculo das marionetes. Acenando para o público, ele se aproxima... (( Seus olhos são profundos.)) Está vestido com longa túnica preta, estampada com misteriosos sinais. ((Suas mãos deslizam pelo ar...)) Um vento mágico varre as cortinas, revelando um novo cenário.Em três pequenos compartimentos, três bonecos sem vida esperam. ((O Mouro,)) rígido, de face escura, olhos brancos, boca grande, veste turbante e túnica brilhantes, uma faixa dourada na cintura. ((A Bailarina,)) com um leve vestido esconde suas pernas de madeira, sua face é rosada, seus olhos amendoados. ((E, Petrouchka,)) um palhaço de pano, recheado de palha, que mal parece agüentar-se em corpo tão magro. Calça pesados coturnos pretos e está meio largado, assim com a cabeça pendendo para o lado, como se estivesse cansado de ser um simples marionete... ((Sua máscara é branca.)) Imediatamente, o Charlatão dá seu comando. Os três bonecos dançam como se vivos fossem. A Bailarina sorri para Petrouchka,
((O palhaço suspira, quer abraçá-la)) mas a Bailarina, tão bela, tão dura, pisca seus olhos de pérola para o Mouro. ((Fim do espetáculo,))Petrouchka é arremessado para seu quarto.
2º Quadro: O Quarto de Petrouchka
As paredes pintadas em tons de azul. Várias montanhas com o pico encoberto de gelo. Altas e arredondas nuvens alcançam o teto. ((À esquerda, uma porta sempre trancada...)) Petrouchka sente uma revolta no peito magro. Petrouchka olha para o quadro do Charlatão, olha nos olhos vigilantes do seu criador: ((Por que foi feito boneco com a alma de homem?)) Petrouchka vai de lá pra cá, sem sair do lugar. Seus olhos de vidrorefletem pensamentos de poetasonhos de um coração solitário! Ai, amor que é bolagira, roda, rola de um lado para o outro, parece que vai à toa. Petrouchka vê a Bailarina, suspira...Mas, ela, insensível arremessa a bola de volta!
3º Quadro: O Quarto do Mouro
O quarto do Mouro é seu mundo, uma paisagem selvagem, oásis e floresta, com feras e cobras pintadas pelas paredes. O boneco descansa, refestelado no sofá, despreocupado e preguiçoso, jogando um coco para alto, depois pegando, jogando-pegando, jogando-pegando... É o tédio, é o ócio, aquele coco subindo-descendo-passando de uma mão à outra. Tenta com o pé esquerdo, rebate com o pé direito. Mas vai se cansado de descansar assim, e, rápido, apanha a cimitarra e parte o coco em dois. Dançando, a Bailarina entra em cena... Seu corpo esguio, bem talhado na madeira, rodopia. É um convite sedutor para uma valsa. A Bailarina ri... O Mouro rosna... O boneco não nasceu pé-de-valsa: seus passos são desajeitados demais. ((Petrouchka está do lado de fora )). Mas, dentro do quarto, o baile continua. Meia-volta pra lá, meia-volta pra cá... O Mouro não se agüenta em si e pega a Bailarina no colo. ((Petrouchka entra )) Vendo a cena, o palhaço imagina que a amada esteja em apuros: todo-ciúmes, arma o punho contra o Mouro. O grande rival fica surpresocom a repentina entrada de Petrouchkae grunhe e rosna e feroz saca a cimitarra e corre atrás do palhaço. ((A Bailarina, tão bela, tão fria, finge que desmaia!)) Petrouchka quase leva um pontapé, salta, pula! Parece que escapa pela porta entreaberta...
4º Quadro: Noite na Feira

Dança das Ama-secas - Dança do Camponês e o Urso Dança dos Ciganos - Dança dos Cocheiros e dos Criados Os Mascarados - A Morte de Petrouchka
((Na feira,)) agitam-se bandeiras, agitam-se os viventes mascarados. Dançam moças e velhas, babás e governantas, mulheres, ciganas, esposas e amantes.
((Na contradança, todos trocam seus pares. )) Dançam cocheiros, pajens, cavalariços, homens do campo e da cidade. A noite sorri sobre a brancura daquele dia e o povo deixa de lado a tristeza e vai dançando em alegria. Quem é mais tímido apenas sacode os ombros, os mais atirados abrem os braços, giram nos pés. No carrossel da festa, as pessoas vão brigando com mil cotovelos, mas gargalham despreocupados do mundo. Inesperado, um camponês chega com um urso. O público boquiabertopermanece parado à espera de movimento qualquer! O animal é treinado, mas ninguém ali sabiae o susto geral só se desfaz quando o bicho balança a pança. O peludo bailarino desperta a simpatia de todos. Dando as mãos, algumas ciganas brincam de roda... No meio da ciranda, fica o urso. ((A folia reina,)) no vai-e-vem das pessoas andando círculos na praça, ninguém faz diferença a um palhaço afoitoque corre e busca um esconderijo... __ Olha o palhaço na rua__ Ladrão de perua__ Olha o palhaço na linha__ Ladrão de galinha__ Olha o palhaço o que é__ Ladrão de mulher__ O que é que a véia tem? __ Carrapato no xerém. E quem visse aquele sujeitinho fugindo de outro mascaradoaté pensaria que todo palhaço é ladrão de mulher... ((Mas aquele é Petrouchka!)) Um pé em falso, um tombo certoPetrouchka cai. Ah, coração sem sorte! Petrouchka tem um espinho no peito... (Perto) alguém grita de terror e espanto, (Longe) a multidão grita a sua alegria. ((O Mouro abaixa o punho...)) Olhos de vidro refletem um fantasma novo no céu escuro. A alma de Petrouchka sorri, voa livre daquele velho corpo de palha. A máscara, mais branca que a própria lua, resta sem vida nas mãos do Charlatão.
Texto: Peter O'Sagae
MÚSICA
É um dos mais famosos balés de Igor Stravinsky, ao lado de «O Pássaro de Fogo» e «A Sagração da Primavera». Estreou no Théatre du Chatelet de Paris em 1911, dia 13 de julho, com a companhia de Balé Russo de Diaghilev e o lendário Nijinsky interpretando o papel título.
Stravinsky buscou, nessa partitura, recriar a atmosfera das festas populares de seu país, colocando em cena as mais variadas perso-nagens circulando por uma praça de São Petersburgo, final de inverno, em plena Terça-feira Gorda do Carnaval de 1830.
É nesta velha praça que encon-traremos uma Feira de Diversões com mascarados e artistas saltimbancos, dividindo a atenção do público: são dançarinas, doma-dores de animais, homens do realejo despertando cantigas. É grande a concentração de gente, ainda maior é o rumor... nada que não estivesse planejado.
Ao escrever a obra, escreveu Stravinsky em sua biografia, «tinha na imaginação a figura característica de um boneco, repentinamente dotado de vida, que viesse irritar a orquestra com diabólicas cascatas de arpegios ao piano. Por sua vez, a orquestra responderia com ameaçadores acordes de trompete. O resultado: é então um barulho terrível que chega ao clímax e termina com o triste e lamentável fim do pobre boneco.»
Ao invés de um balé, o compositor estava trabalhando uma peça de concerto para piano e orquestra, criando um sensível diálogo entre os instrumentos, com todo senso da natureza que é ora cômica, ora trágica. Talvez isso tenha levado a obra original, pouco tempo depois, à intenção de espetáculo de dança. E é interessante perceber o detalhe: «Petrouchka» nasceu de uma motivação visual, bem verdade uma imagem interior, como não existindo fronteiras entre as diversas linguagens quando são forma-pensamento.
De agosto de 1910 a maio do ano seguinte, Stravinsky trabalhou na composição do balé «Petrouchka». O libreto/roteiro da estória foi escrito pelo próprio compositor e Alexander Benois, que também assinou os cenários e figurinos. Precisando dar mais música para a ação no palco, Stravinsky alimentou-se de um grande número de melodias folclóricas russas fazendo convergir os repertórios erudito e popular na sanha dos resgates da tradição... por fim, a partitura primitiva transformou-se na música que é ouvida durante a segunda cena (No Quarto de Petrouchka).

quarta-feira, 2 de março de 2011

Ballet de Repertório: Dom Quixote



Coreografia: Marius Petipa
Música: Leon Minkus
Estréia Mundial: 1869, em Moscou.
Na praça do mercado, em Barcelona, Quitéria (Kitri) está sendo forçada por seu pai a aceitar a corte do rico comerciante Gamanche, que deseja se casar com ela.
A moça, apaixonada pelo barbeiro Basílio, reluta insistentemente. Dom Quixote chega à praça e presencia a cena, logo vendo em Quitéria a alucinação de Dulcinéia, a mulher de seus sonhos.
D. Quixote desafia Gamanche para um duelo, sendo expulso da cidade. Basílio, por sua vez, desesperado ante a perspectiva do casamento de Kitri com Gamanche, finge estar se suicidando, e pede ao pai da moça que lhe satisfaça um último desejo, concedendo-lhe a mão de Quitéria em casamento. O pai cede, e para o seu espanto, Basílio se levanta radiante de saúde e felicidade, para abraçar a amada.
D. Quixote, expulso da cidade, acampa à beira dos moinhos, onde encontra o rei dos ciganos, que organiza uma festa para ele. O velho bebe demais e acaba vítima de suas fantasias, pois ataca carroças de marionetes e os moinhos de vento, julgando estar em batalha com gigantes inimigos.
Ao final da batalha, o velho dorme, e sonha com os jardins de Dulcinéia, povoados por seres fantásticos. Um duque que passava por ali acorda o fidalgo e convida-o a pousar em seu castelo. Lá, numa festa em homenagem ao cavaleiro, seu amigo Carrasco simula com ele uma batalha, convencendo-o ao final de abandonar as ilusões e voltar a viver na realidade.
Enquanto isso, na praça de Sevilha, o casamento de Quitéria e Basílio é celebrado.

http://www.dicasdedanca.com.br/ballet-de-repertorio-dom-quixote.html

Pássaro de fogo

Num jardim de árvores mágicas e frutos de ouro vi vem o "Pássaro de Fogo" e belas princesas enfeitiçadas e escravizadas pelo bruxo Katschei. Encantado pelos frutos o Príncipe Ivan entra no jardim e encontra e captura o Pássaro de Fogo, que em troca de sua liberdade, lhe dá uma de suas penas cujo o poder protege contra o bruxo. Ivan conhece a mais bela das moças por quem se apaixona e é então capturado e condenado. Porém, no momento de seu fim, o príncipe sacode a pena mágica que trás de volta a bela ave que ajuda a derrotar Katschei e a libertar todas as jovens.

Texto: Dina Nina e Hugo


Amor


Agora, Hollywood quer quer que você pense que eles sabem o que é o amor.
Mas eu vou te dizer o que é o amor verdadeiro.
O amor não é o que você vê nos filmes.
Não é ecstasy, não é o que você vê naquela cena
Você sabe o que eu quero dizer? Eu estou dizendo a você agora, o verdadeiro amor é sacrifício.
O amor é pensar nos outros antes de pensar em si mesmo
O amor é altruísta, não egoísta. O amor é Deus e Deus é amor.
Amor é quando você da a sua vida para outro
Seja seu irmão, sua mãe, seu pai ou sua irmã
É ainda dar a sua vida por seus inimigos,
Isso é inimaginável, mas pense sobre isso:
O amor verdadeiro
Pense.

Refrão
Eu vou colocar você na minha frente
Então todo mundo poderá ver
Meu amor, este é o meu amor
Eu sei que vou ficar bem
Contanto que você seja meu guia
Meu amor, este é o meu amor

O amor é paciente, o amor é bondoso.
Não é inveja, não vangloriar-se
Ele não é orgulhoso. O amor não é rude, não é egoísta
Não se irrita facilmente, não guarda rancor
Você vê o amor não se alegra com o mal mas sim com a verdade.
Ele sempre protege, sempre confia, sempre espera, sempre persevera
O amor nunca falha. O amor é eterno
Ele é eterno, nunca para, vai além do tempo
O amor é a única coisa que irá restar quando você morrer
Mas faça a pergunta por quê? Você tem amor?

Refrão
Eu vou colocar você na minha frente
Então todo mundo poderá ver
Meu amor, este é o meu amor
Eu sei que vou ficar bem
Contanto que você seja meu guia
Meu amor, este é o meu amor

Não há maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos
Agora você está disposto a dar sua vida por seus amigos?
Você provavelmente está disposto a entregar a sua vida para sua mãe
Seu pai, ou seus melhores amigos
Mas você está disposto a dar a sua vida, mesmo para aqueles que te odeiam?
Eu vou dizer a você quem fez isso
A definição do amor é Jesus Cristo. Ele é amor
Os pregos em suas mãos, os espinhos em sua testa
Pendurado em uma cruz pelos seus meus pecados
Isso é o amor que ele morreu por nós, enquanto nós ainda o odiávamos
Isso é amor
Deus é amor verdadeiro, e se você não conhece esse amor
Agora é a hora de conhecer, O Amor Perfeito

Refrão
Eu vou colocar você na minha frente
Então todo mundo poderá ver
Meu amor, este é o meu amor
Eu sei que vou ficar bem
Contanto que você seja meu guia

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Luz

Por: Felipe Neto
"Não há flashes na vida do artista.
Não é a razão pelo levantar cedo, nem motivo pela subida nos palcos.
Não há flashes na vida do artista.
O que há é luz. Refletores que iluminam a arte, que permanecem acesos, sem piscar.
A luz dos olhos daqueles que assistem, capaz de perpetuar a verdadeira poesia.
Não há flashes na vida do artista.
Cabe a ele saber disso e transformar cada flash em uma luz que não se apaga."

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Jorge Donn



Ele começou a dançar quando tinha quatro ou cinco anos de idade e, em seguida, estudou na escola Teatro Colon. Sua professora era María Fux.
Em 1963, chegou a Bruxelas para trabalhar na companhia de Maurice Béjart e logo se tornou seu principal bailarino. Em 1979, apresentou pela primeira vez Bolero, balé que foi criado para uma mulher. Sua interpretação do Bolero de Claude Lelouch do filme Les uns et les autres (akaBolero) é inesquecível.
Muitas obras foram criadas expressamente para ele por Bérjart: Bhakti (1968), Nijinsky, palhaço de Deus (1971), Golestan, ou o jardim de rosas(1973), Ce modal me dit l'amour (1974), Notre Faust (1975) , Léda (1978), Adagietto (1981) e outros.
Desde 1976, Jorge Donn era diretor artístico do Ballet do Século 20. Em 1988, ele fundou sua própria companhia, L'Europa Ballet, que existiu durante um curto período de tempo. Em 1989, foi nomeado pela Fundação Konex como um dos melhores bailarinos.
Jorge Donn morreu de SIDA em 30 de novembro de 1992 em Lausana. Muitos coreógrafos criaram balés como homenagem a ele: Maurice Béjart (Ballet para a Vida), Denys Ganio (Tango. .. uma rosa para Jorge Donn), Carolyn Carlson (Homenagem a Jorge Donn), Grazia Galante (Masticando Sueños).